Informações à classe médica

A inaloterapia é uma prática médica que data desde 200 anos a.C. No entanto, ela só se tornou popular e progressivamente mais acessível para a população a partir de 1959, quando surgiu o primeiro nebulizador dosimetrado (spray). A partir daí, avanços nos estudos da inaloterapia permitiram compreender melhor como o aerossol é formado, conduzido e, principalmente, como ele se deposita no pulmão.

Tudo isto levou a um grande número de produtos para inaloterapia que permitem a deposição pulmonar de um número cada vez mais crescente de medicamentos. Podemos afirmar, portanto, que a inaloterapia é um dos maiores avanços da medicina nos último anos, no que diz respeito a doenças pulmonares. Por outro lado, o nebulizador, uma das formas mais tradicionais de inaloterapia, vem sendo cada vez menos usado. Isto se deve a vários fatores. O nebulizador é um método ineficaz e pouco confiável de se depositar medicamentos no pulmão. Na melhor das hipóteses, apenas 2 a 4% da medicação contida no reservatório atinge as pequenas vias aéreas. Além disso, cada nebulização é demorada e desconfortável para o paciente. Na maioria das vezes, ela é mais onerosa, seu compressor não permite o transporte com facilidade e a sua manutenção pode ser problemática.

Um dos problemas encontrados pelos usuários de nebulízadores dosimetrados é de se adequar à técnica precisa, indispensável para o uso correto do medicamento. Estudos mostram que o uso adequado do spray pode ser um problema até mesmo para adultos e é praticamente impossível para crianças pequenas. Por isto, nos último anos, surgiram no mercado inúmeros espaçadores, dispositivos que se adaptam às "bombinhas", dispensando a necessidade de uma coordenação mais refinada. Hoje dispomos de todos os tipos de espaçadores, das mais variadas formas e tamanhos. Temos espaçadores para todas as idades, inclusive recém-nascidos, e até mesmo para pacientes entubados.

É importante, portanto, saber escolher qual o melhor espaçador para cada paciente. Cabe lembrar que o uso de espaçadores diminui a deposição de partículas na cavidade oral, pois a maior parte das partículas não respiráveis ficam retidas no próprio espaçador (Figura 1). Além de permitir que uma maior quantidade de medicamento atinja o pulmão, o espaçador diminui os efeitos colaterais causados pelos medicamentos na cavidade oral, diminuindo também a proporção da droga que é absorvida pelo trato gastrointestinal. Isto faz com que a incidência de efeitos colaterais também seja bem menor. Portanto, os espaçadores podem e devem ser usados mesmo em pacientes que usam as "bombinhas" corretamente.

A primeira preocupação que se deve ter ao escolher um espaçador para o seu paciente é o volume. Espaçadores de grande volume (acima de 700 ml) devem ser usados em adultos e crianças maiores de sete anos. A capacidade pulmonar de uma criança pequena gira em torno de 70 a 100 ml. Utilizando espaçadores de grande volume, essas crianças necessitarão realizar várias inspirações para que todo o medicamento seja inalado. Antes que isto ocorra, boa parte da medicação contida no espaçador se decanta, impossibilitando a sua inalação. Portanto, espaçadores para crianças até 5 a 7 anos devem ter um volume de 150 a 300 ml.

A maioria dos espaçadores disponíveis no mercado são de plástico ou de material similar. Devemos ter em mente que esses materiais possuem uma carga eletrostática que atrai as partículas do aerossol que aderem em grande quantidade em suas paredes. A conseqüêcia imediata é uma menor deposição do medicamento no pulmão. Embora a lavagem desses espaçadores com detergente neutro crie uma lâmina antiestática, o uso de pano seco aumenta consideravelmente a carga eletrostática. A carga eletrostática tem maior importância em espaçadores de baixo volume, tendo em vista que uma proporção maior do aerossol se adere em suas paredes. A boa notícia é que esta carga eletrostática é eliminada quando espaçadores de metais são utilizados. De fato, estudos mostram que espaçadores de alumínio depositam maior quantidade de medicamento no pulmão quando comparados com espaçadores de plástico.J.Allergy Clin Immunol 1999; 1205-1210.

O espaçador InAl-air® foi desenvolvido procurando atingir os melhores conceitos científicos que caracterizam um bom espaçador. Seu tubo de alumínio contém 230 ml. Além de não apresentar carga eletrostática, o seu volume é o ideal para crianças até 7 anos de idade. Sua máscara é macia, bi-valvulada e sua apresentação é extremamente atraente, credenciando-o como um dos melhores espaçadores para esta faixa etária. Tudo isto com um dos preços mais acessíveis do mercado.

Estamos caminhando para o fim da era dos broncodilatadores e profiláticos orais no tratamento da asma. Da mesma forma, os nebulizadores serão cada vez menos usados, com um predomínio dos nebulízadores dosimetrados e seus espaçadores.

 
 
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